sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Canto do Buriti – Piauí: valorizar os talentos da terra é semear bênçãos na festa em homenagem ao Dia do Evangélico.

        Canto do Buriti, Estado do Piauí, é uma terra de fé, esperança e talentos que merecem reconhecimento. Na festa em homenagem ao “Dia do Evangélico”, além das orações, dos louvores e das mensagens bíblicas, surge uma reflexão importante sobre a valorização dos músicos, artistas e demais colaboradores locais que dedicam tempo, conhecimento, equipamentos e recursos para tornar essa festividade cada vez mais bonita, organizada e inesquecível. Por trás de cada apresentação, existem mãos que trabalham, vozes que ensaiam e profissionais que se dedicam à montagem, à instalação e aos testes dos equipamentos sonoros, violões, guitarras, flautas, teclados, caixas de som, refletores e recursos visuais. Somam-se a esses esforços os registros fotográficos e audiovisuais, as gravações, as vinhetas, a produção de textos dos blogs e a divulgação nas redes sociais. Cada contribuição representa uma semente de dedicação plantada em favor da comunidade. Diante dessa realidade, fica uma sugestão fraterna aos membros da Associação de Pastores de Canto do Buriti e aos organizadores do evento: que seja criado um método transparente para valorizar financeiramente os artistas e colaboradores locais e regionais, destinando uma parcela dos recursos disponíveis, provenientes de doações, patrocínios e outras fontes legalmente admitidas, ao pagamento dos serviços prestados na realização da festa. Afinal, não basta convidar talentos da terra para contribuir com o brilho da festividade; é necessário reconhecer seus esforços, seus investimentos e sua dedicação. Alguns músicos utilizam instrumentos próprios, enfrentam despesas, participam de ensaios e permanecem disponíveis para os ajustes técnicos, contribuindo para que tudo aconteça com qualidade e segurança. Não parece estimulante que os artistas da própria comunidade assumam tantas responsabilidades e, ao final, recebam apenas aplausos, enquanto as principais oportunidades de remuneração se concentram nas atrações contratadas de outras localidades. Essa reflexão não pretende desvalorizar os convidados de fora, mas defender uma distribuição mais equilibrada das oportunidades, reconhecendo que os talentos locais também possuem capacidade, experiência e competência para abrilhantar grandes eventos. Uma alternativa seria estabelecer previamente um orçamento, identificar os profissionais envolvidos, definir valores compatíveis com cada serviço e reservar uma parcela dos recursos arrecadados para remunerar as atividades artísticas, técnicas, intelectuais e organizacionais. Com critérios claros, planejamento e prestação de contas, essa iniciativa poderia incentivar a participação, fortalecer a economia municipal e despertar ainda mais interesse pelas próximas edições. Além disso, a programação poderia garantir espaço para cantores, bandas, grupos de louvor, instrumentistas e jovens talentos de Canto do Buriti e municípios vizinhos. Dessa maneira, a festividade se tornaria também uma oportunidade de crescimento cultural, profissional e econômico, sem perder sua essência espiritual. Como nos ensina a mensagem de Gálatas no Capítulo 6, versículo 7: a semeadura está ligada àquilo que se colhe. Se semearmos reconhecimento, poderemos colher compromisso; se plantarmos oportunidades, veremos novos talentos florescerem; e, se cultivarmos a justiça e a fraternidade, construiremos uma celebração ainda mais acolhedora. O santo de casa também faz milagres! Canto do Buriti possui vozes que merecem ser ouvidas, instrumentos que merecem ecoar e profissionais que precisam encontrar oportunidades para demonstrar seus talentos. Valorizar essas pessoas não significa fechar as portas para artistas de outras cidades, mas abrir novas portas para aqueles que já trabalham, sonham e contribuem para o desenvolvimento da própria comunidade. Que os semeadores da Palavra de Deus também sejam semeadores de oportunidades, incentivando uma organização que reconheça tanto quem brilha no palco quanto quem trabalha nos bastidores. Que o Dia do Evangélico seja lembrado não apenas pelos louvores e pelas multidões reunidas, mas também pela capacidade de transformar a fé em atitudes concretas de respeito, reconhecimento e valorização humana, porque uma festa verdadeiramente abençoada não é apenas aquela que reúne pessoas para louvar a Deus, mas aquela que também reconhece os trabalhadores, remunera dignamente os serviços e faz florescer os talentos que o Criador plantou em sua própria terra.

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