
Canto do Buriti, Piauí, é uma terra onde a fé floresce em orações, os louvores se elevam aos céus e os talentos aguardam oportunidades para mostrar sua beleza. Na festa em homenagem ao Dia do Evangélico, cada apresentação representa mais do que música: é expressão de fé, união e dedicação de pessoas que contribuem para tornar esse encontro inesquecível. Sob as luzes do evento, o artista principal, contratado com o apoio de recursos e parcerias de maior alcance, ocupa merecidamente seu espaço, levando sua voz, sua experiência e seu talento ao público. Sua presença abrilhanta a programação, mas o brilho da celebração também nasce das mãos que trabalham silenciosamente para que tudo aconteça. Há músicos da cidade e da região que ensaiam, transportam instrumentos, afinam violões, preparam teclados e guitarras. Existem profissionais que instalam caixas de som, testam microfones, organizam cabos, ajustam refletores e cuidam dos detalhes técnicos. Fotógrafos, cinegrafistas, blogueiros, escritores, divulgadores e tantos outros colaboradores registram a história, espalham notícias e preservam a memória dessa manifestação de fé. A Bíblia nos recorda, em 1 Coríntios no Capítulo 12 versículo 12, que o corpo é um só, embora possua muitos membros. Essa mensagem inspira a compreensão de que uma grande festividade também depende de diferentes pessoas, habilidades e serviços. Se alguém canta diante da multidão, outros trabalham nos bastidores; se uma atração emociona o público, muitas mãos contribuem para que sua apresentação aconteça. Em 1 Coríntios no Capítulo 12 versículo 22, encontramos a lembrança de que os membros aparentemente mais frágeis são necessários. Da mesma forma, nenhum trabalho deve ser considerado pequeno quando realizado com responsabilidade e dedicação. O profissional do som, o músico local, o fotógrafo, o comunicador e o colaborador voluntário também participam da construção desse momento coletivo. Por isso, fica uma sugestão fraterna à Associação de Pastores e aos organizadores: estabelecer critérios transparentes para reconhecer e, quando houver recursos disponíveis, remunerar dignamente os serviços artísticos, técnicos, culturais e jornalísticos prestados por profissionais de Canto do Buriti e dos municípios vizinhos. Doações, patrocínios e outras fontes legalmente admitidas poderão contribuir para um planejamento equilibrado, com orçamento definido e prestação de contas. “Digno é o trabalhador do seu salário”, ensina Lucas no Capítulo 10 versículo 7. Essa passagem convida à reflexão sobre a importância de reconhecer o esforço de quem trabalha. A valorização financeira, quando possível e organizada com justiça, não diminui o valor espiritual da festa; ao contrário, demonstra consideração por aqueles que investem tempo, conhecimento, equipamentos e recursos para servir à comunidade. Essa proposta não pretende diminuir o artista principal nem desmerecer os convidados de outras localidades. Cada contratação pode ter sua importância, seu propósito e seu investimento. A reflexão é outra: que o reconhecimento destinado às atrações de maior alcance também inspire oportunidades para os talentos que vivem, trabalham e constroem a cultura da própria região. Em Gálatas no Capítulo 6, versículo 7, a mensagem bíblica lembra que aquilo que se semeia também se colhe. Semear oportunidades é cultivar novos artistas; semear respeito é fortalecer parcerias; semear justiça é permitir que a dedicação encontre reconhecimento. E, conforme Colossenses no Capítulo 3, versículo 23, o trabalho deve ser realizado de coração, como para o Senhor Deus, princípio que também inspira responsabilidade, compromisso e respeito entre todos. O santo de casa também faz milagres! Há vozes esperando uma oportunidade, instrumentos preparados para ecoar e jovens talentos sonhando em participar de grandes eventos. Abrir espaço para essas pessoas não significa fechar portas aos convidados, mas ampliar o caminho para que mais artistas possam compartilhar seus dons. Que os semeadores da Palavra de Deus sejam também semeadores de oportunidades. Que a festa do Dia do Evangélico seja lembrada não apenas pelo nome da atração principal, pela multidão ou pela força dos louvores, mas também pela união entre artistas, técnicos, comunicadores, organizadores e colaboradores diretos e indiretos. Afinal, uma celebração verdadeiramente abençoada é aquela em que a fé sobe aos céus, a fraternidade aproxima os corações e a valorização humana transforma talentos em oportunidades. Que Canto do Buriti e sua região colham os frutos dessa semente: uma festa em que todos compreendam que, diante de Deus, servir com dedicação também é uma forma de louvar.